MRTA aceitaria exílio para solucionar a crise
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quinta-feira, 16 de janeiro de 1997
France Presse 
LIMA - O comando que mantém 74 reféns na residência do embaixador do Japão há quase um mês considera seriamente a possibilidade de se exilar no exterior, como lhe propõe o governo peruano, disse ontem à agência France Press o líder guerrilheiro Néstor Cerpa. Em um contato com a cadeia de televisão britânica WTN e a agência, o comandante Evaristo admitiu pela primeira vez que essa alternativa está nos seus planos de solução para a crise e que isso poderia avançar em negociações internas.
Cerpa não quis dizer que país poderia ser o destino dos vinte militantes do MRTA que o acompanham no sequestro.
Não quero falar de um ou outro país. Essas coisas vamos tratar nas conversações, afirmou.
Em relação à comissão proposta pelo governo peruano como órgão neutro para negociar com os rebeldes uma solução com pleno respeito dos direitos humanos, o líder do MRTA disse à France Press que sugeriu que alguns países europeus integrassem essa comissão.
Quanto à saúde dos 74 reféns, que completam amanhã um mês de cativeiro, o líder do comando afirmou que não há problemas graves. A situação está controlada.


