Movimento pede renúncia de vice
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Folhapress 
São Paulo - O Movimento 6 de Abril, responsável por convocar a primeira manifestação em massa contra o regime egípcio em 25 de janeiro, pediu ontem a renúncia do vice-presidente do país, Omar Suleiman, enquanto milhares de pessoas continuam com os protestos em todo o país pelo 17º dia seguido. Em comunicado postado em seu site, o grupo rejeitou o plano proposto na terça-feira passada por Suleiman para introduzir reformas constitucionais e exigiu ''o abandono imediato do poder''.
Os jovens do Movimento 6 de Abril também condenaram o tratamento ''inaceitável'' dado aos manifestantes por parte dos serviços secretos. ''O estilo dos serviços secretos impresso por Omar Suleiman [ex-chefe dos serviços de inteligência] em seu tratamento com os manifestantes na Praça Tahrir é inaceitável'', informa a nota.
Nessa praça, epicentro dos protestos políticos contra o ditador Hosni Mubarak, seguem concentrados milhares de manifestantes que pedem a renúncia do líder.
Quanto ao diálogo, os integrantes do movimento asseguraram que ''não rendeu nenhum fruto'' e que dele participam partidos ''fabricados'' e ''personalidades das quais não se conhece nada'' para falar em nome dos jovens manifestantes em ''uma tentativa de enganar o povo egípcio''. Além disso, disseram que o diálogo é apenas uma maneira de manter no poder as mesmas pessoas do regime.
Por outro lado, o grupo assegurou que é ''uma mentira que as Forças Armadas não permitam a saída'' do ditador, já que, em sua opinião, ''a maioria rejeita Mubarak e o alto comando do Exército''. Segundo a nota, esta rejeição foi notada na rua com ''o apoio de vários membros do Exército na proteção dos manifestantes''.
O Movimento 6 de abril também denunciou que o regime prendeu alguns ativistas egípcios, ao contrário das declarações de Suleiman, que há dois dias assegurou que não perseguiria os participantes dos protestos.


