Movimento contra ocupação
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 09 de julho de 2003
France Presse 
Bagdá O movimento ''Não à guerra'', que protestou no mundo inteiro contra o lançamento das operações militares no Iraque no dia 20 de março, se transformou em um grupo contra a ocupação anglo-americana ao criar quarta-feira, em Bagdá, um centro para pesquisar as violações aos direitos humaos e supevisioar a reconstrução do país.
''Sim, é uma reorganização do movimento contrário à guerra e que mobilizou milhões de pessoas em todo o mundo para dizer não à ocupação'' frisou à AFP Medea Benjamin, que representa os grupos ''Unidos pela Paz e pela Justiça'', entidade que agrupa 600 ONGs e grupos pacifistas americanos. ''Pela primeira vez há um esforço global centralizado em relação à ocupação de um país por forças estrangeiras'', acrescentou.
O centro terá o objetivo principal de investigar as violações aos direitos humanos, assim como descobrir meios e métodos para a reconstrução do Iraque.
''Temos contato com o Foro Social Mundial na Europa e contamos com o apoio de um movimento da Ásia e do grupo internacional árabe ''Resistir à Globalização'', ressaltou. ''Queremos que as forças de ocupação se retirem'', frisou Fabio Alberti, da ONG ''Uma ponte para Bagdá''. A organização está comprometida há anos na luta contra o embargo de 1990 da ONU.
Alberti afirmou que com o fim do regime de Saddam Hussein e o término do embargo ao país ''já não há motivos para a ocupação do Iraque''.
Os militantes vão examinar todos os aspectos das operações das forças da coalizão.


