Motorista do carro estava embriagado
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segunda-feira, 01 de setembro de 1997
Véronique Buttin France Presse Paris 
France PresseCultoPopulares colocaram flores em um local diante da entrada do túnel em que ocorreu o acidente fatal O motorista do veículo em que viajavam a princesa Diana e seu namorado Dodi Al Fayed, na madrugada de domingo, em Paris, estava embriagado, informou ontem um comunicado da Justiça francesa.
O exame de sangue do motorista, Henri Paul, que também morreu no acidente, revelou que a taxa de álcool no sangue era de 1,75 grama, superior à taxa autorizada pela lei de 0,5 grama por litro de sangue, informaram fontes ligadas à investigação.
Esta informação teve o efeito de uma bomba, um dia depois do trágico acidente, ao mesmo tempo em que declarações no mundo inteiro continuam pondo em questão o trabalho dos paparazzi e das publicações da imprensa açucarada.
Até agora, os sete fotógrafos presos no local do acidente e cujo material fotográfico e motocicletas foram confiscados pela polícia, serviram de supostos culpados para a imprensa internacional.
A falta de uma informação oficial deixou o caminho livre para todas as especulações: o carro havia sido interceptado por uma ou várias motocicletas dos fotógrafos que os seguiam a distância, ou então, segundo o jornal francês Le Monde, o carro, lançado a uma grande velocidade, teria tentado ultrapassar outro veículo que respeitava os 50 km/h, velocidade limite autorizada.
Apesar deste comunicado oficial da Justiça, o interrogatório individual dos sete fotógrafos presos continuava.
Foi pedido um suplemento de investigação para determinar as circunstâncias da perseguição e para apreciar o comportamento do motorista do carro a fim de saber se ele foi molestado ou influenciado em sua trajetória, não só pelos carros que o perseguiam como também por quaisquer outras circunstâncias, continuou o comunicado.
A propósito das atividades dos fotógrafos, o comunicado informou que a investigação permitiu determinar com maior precisão o papel de certas pessoas que não teriam prestado toda ajuda e assitência possíveis em caso de acidente na via pública.
A Justiça informou, por outro lado, que o depoimento do passageiro que sobreviveu é muito importante, mas que até o momento não foi possível tomá-lo devido à gravidade do estado de saúde da vítima. O quarto ocupante do carro, Trevor Rees-Jones, hospitalizado em Paris, era o guarda-costas da princesa Diana.
Quando expirar o prazo de 48 horas de prisão preventiva, hoje de manhã, se estuda a possibilidade de abrir um processo judicial, informou também o comunicado.
O veículo acidentado era um Mercedes 280 S de série do ano 1994, segundo uma fonte ligada à empresa. Não era blindado quando foi vendido a uma conhecida empresa parisiense de aluguel de carros de luxo.
A polícia entrou em contato com a Mercedes-Benz para obter maiores detalhes sobre o número do chassi.
Velocidade O carro no qual Lady Di morreu domingo em Paris ia a mais de 180 km/h, segundo os técnicos que estudam o acidente a partir das fotos e das imagens emitidas pela imprensa, informaram fontes em Paris ontem.


