Córdoba - O sangrento motim numa prisão da província de Córdoba foi encerrado ontem, depois de deixar oito mortos, anunciou o chefe da polícia provincial, Jorge Rodríguez.
''O presídio está controlado, não há mais resistência no momento'', disse Rodríguez à imprensa.
O chefe da polícia afirmou que é preciso fazer, agora, ''uma minuciosa inspeção'' do estabelecimento, mas assegurou que ''todos os reféns foram libertados'' e os rebeldes concordaram em se submeter às autoridades e entregar as armas.
''A missão está 90% cumprida, os 10% restantes correspondem à inspeção do edifício. Daí, então, poderemos anunciar o resultado final. Ainda não sabemos o que podemos encontrar'', explicou Rodríguez.
Segundo o chefe da polícia de Córdoba, as autoridades concordaram em cancelar uma recente restrição do regime de visitas, que provocou a revolta. A rebelião começou na quinta-feira, quando mais de 500 familiares, entre eles mulheres e crianças, se encontravam em visita ao presídio.
Rodríguez informou que entre os reféns libertados está o diretor do presídio, Emilio Corso, que foi tomado como refém no momento em que tentou dialogar com os amotinados.
Ele admitiu que o diretor foi golpeado e que, em consequência, apresenta ''um hematoma no rosto, que atrapalha sua visão'', mas seu estado geral de saúde não é grave.
O presídio de San Martín, um velho estabelecimento com cerca de 1.800 presos, permanece cercado por um forte esquema de segurança formado por aproximadamente mil agentes do Serviço Penitenciário e da polícia.
Um Comitê de Crise negociou durante mais de vinte horas com os presos, que num primeiro momento haviam feito mais de 500 reféns, entre eles 25 guardas, que foram libertados progressivamente.

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