O documento inclui dez ''recomendações básicas'', entre elas a adoção, em 2006, por parte dos governos dos países em desenvolvimento de estratégias ambiciosas para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio em 2015. Os países doadores, por sua vez, são convidados a identificar em 2005 uma dúzia de ''bons alunos'', países que possuam uma estratégia de redução da pobreza e sejam considerados capazes de administrar corretamente uma Ajuda Pública ao Desenvolvimento incrementada. Entre esses países, o documento destaca Mali, Burkina Faso, Etiópia, Gana, Mauritânia e Iêmen.
Outra recomendação é que em 2005 países ricos e pobres lancem uma série de ações de ''alcance rápido'', projetos baratos mas de forte impacto, como a alimentação gratuita em escolas, geradores de energia solar para os hospitais e entrega de medicamentos contra a Aids. ''A entrega gratuita de mosquiteiros de cinco dólares cada um para os países afetados pela malária conseguiria por si só impedir a morte de 250.000 crianças africanas por mês, assim como as vítimas das tsunamis'', afirmou Sachs. ''E os mosquiteiros não correm o risco de ir parar em uma conta bancária'', acrescentou, em alusão ao problema da corrupção que faz com que os fundos de ajuda sejam desviados.(F.P.)

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