Moscou se irrita com insistência
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quinta-feira, 20 de março de 1997
Agência Estado 
HELSINQUE - A Rússia advertiu que a insistência dos Estados Unidos em expandir a Otan pode forçar Moscou a rever sua política externa e fortalecer laços com países como a China, Índia e Irã. Se a expansão da Otan for levada adiante no mais duro e negativo cenário para nós... a Rússia se verá diante da necessidade de rever suas prioridades de política externa, afirmou o porta-voz do Kremlin, Serguei Yatrzhembski, a repórteres.
Nossas relações estão indo bem com a China, Índia e em algumas questões com o Irã e esses parceiros oferecem várias possibilidades para nós. Um dos piores cenários para o porta-voz seria o estacionamento de forças nucleares no território de futuros estados membros da Otan.
Um assessor de Clinton disse que o presidente apresentará novas propostas para reduzir os arsenais nucleares norte-americano e russo. O funcionário, que pediu para não ser identificado, explicou que a oferta facilitará a implementação do Tratado Start II assinado em 1993 para reduzir os arsenais dos dois países em dois terços (3.500 para Washington e 3.000 para Moscou, até o ano 2003). O tratado ainda tem que ser ratificado pelo Parlamento russo e a proposta norte-americana daria à Rússia mais tempo para destruir seus depósitos de mísseis.
Os norte-americanos defendem firmemente a ampliação da Otan e os primeiros candidatos, que serão designados na reunião de cúpula de julho em Madri, parecem ser Polônia, Hungria e República Tcheca. Moscou trabalha para obter um tratado com a Otan no qual especifique que a Aliança não abrirá suas portas aos três Estados Bálticos nem a nenhum dos 12 Estados-membros da Comunidade de Estados Independentes (CEI, ex-URSS).
Além da ampliação da Otan e do desarmamento nuclear, as relações econômicas russo-norte-americanas também fazem parte da agenda da reunião de cúpula. Os Estados Unidos poderiam oferecer ajuda a Moscou para unir-se ao G-7 (Grupo dos 7 países mais industrializados do mundo), ao Clube de Paris e à Organização Mundial de Comércio (OMC).


