São Paulo - Agências de notícias russas informaram ontem que Moscou interrompeu toda comunicação aérea, terrestre e marítima com a Geórgia por conta da crise iniciada entre os dois governos, segundo a ITAR-TASS e a Interfax.
A represália russa foi anunciada pouco antes de a Geórgia entregar à OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) quatro militares russos acusados de espionagem e que haviam sido detidos por autoridades georgianas.
Outras informações também apontam para um isolamento agudo entre os dois países. Os Correios russos pararam suas atividades direcionadas à Geórgia e o presidente do comitê que chefia a companhia de trens da Rússia, Vladimir Yakunin, recomendou abstenção de compra de peças de reposição para locomotivas que sejam comercializadas por empresas georgianas.
O Senado russo pretende ainda discutir possíveis sanções contra Geórgia. O presidente da Duma (a Câmara Baixa do Parlamento russo, controlada por governistas), Boris Grizlov, disse que o Legislativo permitirá ao governo russo barrar transferências de valores (feitas via banco ou pelos Correios) a outros países.
A medida visa a dar mais autonomia ao governo russo, que poderá adotar sanções contra a Geórgia - considerado pela Rússia como ''Estado terrorista''.
De acordo com fontes oficiais, dos cerca de 320 mil georgianos que trabalham na Rússia, apenas 1% atua de forma legalizada.

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