Ansa
De Moscou
Fontes governamentais russas declararam nesta segunda-feira que são 1.152 os soldados federais mortos na atual Guerra da Chechênia, enquanto a televisão insiste que o número de vítimas causadas pelos combates com os rebeldes separatistas é muito superior.
As declarações das fontes oficiais chegaram em um momento de polêmica em Moscou pela falta de informação sobre o conflito na república rebelde do Cáucaso e por causa da incerteza existente em relação ao número de vítimas registrado nas fileiras russas desde agosto passado. As fontes oficiais disseram que outros 3.246 soldados russos ficaram feridos e ressaltaram que este número, assim como a cifra de mortos, não eram oficiais e não estavam ‘‘confirmados’’.
Os dados oficiais não coincidem com os oferecidos pelos meios de comunicação russos. Em programa dedicado ao conflito checheno, o canal independente de televisão NTV afirmou que o número de vítimas é muito superior ao reconhecido em nível institucional. A recontagem oficial inclui as vítimas de combates registrados tanto na Chechênia como na república caucasiana do Daguestão.
Em Grozny, capital chechena, soldados russos e rebeldes lutavam duramente entre as ruínas em algumas regiões da cidade nesta segunda-feira. Enquanto bombas russas explodiam em bairros ocupados pelos rebeldes, a aviação russa bombardeava regiões dominadas por rebeldes ao sul da capital.
As forças russas aparentemente progrediam um pouco ontem em sua campanha para expulsar os rebeldes de Grozny. Em algumas áreas, os russos obtiveram duros avanços durante o dia. À noite eles se retraíram, pois tornaram-se mais vulneráveis às emboscadas rebeldes.
Um destacado parlamentar liberal russo, Boris Nemtsov, advertiu ontem que um impasse no parlamento poderá comprometer o apoio popular ao presidente em exercício Vladimir Putin, por levantar dúvidas sobre seu comprometimento com as reformas. Os liberais e o centrista Mãe Pátria-Toda a Rússia, vem boicotando as sessões parlamentares há uma semana. Os partidos protestam contra um acordo entre o movimento pró-governista Unidade e o Partido Comunista que permitiria que os comunistas elegessem um de seus deputados como presidente da Duma e assumissem uma grande maioria de cargos em comitês-chave.

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