São Paulo - As mortes causadas pelas duas catástrofes naturais que atingiram simultaneamente a Indonésia na semana passada chegaram a 431, segundo o governo do país. Ontem o vulcão Monte Merapi, responsável por 38 das vítimas, voltou a entrar em erupção.
Ao menos 88 pessoas ainda estão desaparecidas, e o número de mortos ainda pode aumentar. As mortes confirmadas já chegam a 450. No último sábado, a Indonésia anunciou que 135 pessoas desaparecidas foram encontradas vivas em uma área alta de uma ilha remota.
O vulcão Merapi, na ilha indonésia de Java, voltou nesta segunda-feira a lançar colunas de fumaça e rochas incandescentes, uma semana depois da primeira erupção, que causou pelo menos 38 mortes e obrigou a evacuação de 50 mil pessoas.
As autoridades não divulgaram informações sobre novas vítimas por conta da fumaça e das rochas, que chegaram a vários metros de altura e deslizaram montanha abaixo.
No domingo, as equipes de socorro, apoiadas por policiais e soldados, percorriam aldeias e casas isoladas situadas em áreas próximas ao vulcão para localizar pessoas que ignoraram as ordens de evacuação.
O Merapi, de 2.914 metros de altura, registrou no sábado a erupção mais potente desde que aconteceu a primeira. A forte erupção levou as autoridades a ampliar até mais de um quilômetro o perímetro de segurança estabelecido ao redor do vulcão e a mudar de posição alguns dos controles policiais e do Exército.
Um total de 50 mil indonésios, a maioria dos habitantes da área, se refugiaram em 65 centros de amparo montados além do perímetro de segurança de 10 quilômetros de raio em torno da montanha do Merapi.

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