São Paulo - O IRK (Instituto Robert Koch) divulgou ontem que o número de mortes por complicações causadas pela bactéria Escherichia coli (E. coli) subiu para 22 (21 na Alemanha e uma na Suécia). Os casos de contaminação confirmados somam 1.526.
Reinhard Burger, diretor do IRK, disse que do total de infectados 627 sofrem da síndrome hemolítico-urêmica, ou HUS e que os casos de contaminação podem subir a 2.500, caso outras suspeitas sejam confirmadas.
Em coletiva, o ministro da Saúde alemão, Daniel Bahr, admitiu que os hospitais do país estão tendo dificuldades para lidar com o enorme fluxo de vítimas da bactéria E.coli.
Os hospitais de Hamburgo, epicentro do surto que começou há três semanas, têm dispensado pacientes com doenças menos graves para poder atender às pessoas atingidas por uma cepa rara e extremamente tóxica da bactéria Escherichia coli (E. coli).
Um porta-voz do hospital Regio Clinics, o maior hospital particular do Estado de Schleswig-Holstein, que fica perto de Hamburgo, disse que a crise estava usando os recursos até o limite.
Ele disse ainda que ''cirurgias para doenças não fatais estão sendo remarcadas. No entanto, parece que a situação está melhorando, já que agora temos apenas 60 pacientes que precisam ficar isolados, comparados com os 109 na sexta-feira.''
Em busca da origem do surto, cientistas estão seguindo uma série de teorias sobre onde a cepa da bactéria E.coli pode ter surgido.
Especialistas disseram ao jornal ''Welt am Sonntag'' que ela pode ter se espalhado a partir de uma unidade de biogás. Durante o processo de fermentação de biogás, frequentemente novas bactérias se desenvolvem.
O proprietário de um restaurante alemão cuja comida pode ter sido contaminada pela bactéria E. coli disse ontem que ficou devastado ao saber que muitos de seus clientes foram infectados.
''Foi como um golpe na cabeça quando eu ouvi a notícia'', disse Joachim Berger em entrevista na cozinha de seu restaurante, em Luebeck, a 60 quilômetros da cidade de Hamburgo.
O jornal ''Lubecker Nachrichten'' noticiou que cientistas haviam identificado o restaurante local como um possível foco, de onde a bactéria foi transmitida após a morte de uma pessoa e o adoecimento de 17, incluindo um grupo de fiscais tributários alemães, turistas dinamarqueses e uma criança do sul da Alemanha.
Autoridades disseram, sob condição de anonimato, que a fonte do surto pode estar em brotos de feijão.

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