Seis funcionários da Cruz Vermelha Internacional foram assassinados no nordeste da República Democrática do Congo por um grupo não identificado, informou ontem, em Genebra, uma porta-voz da organização.
O ataque foi o mais grave contra a Cruz Vermelha Internacional em cinco anos. Uma patrulha ugandesa encontrou quinta-feira os cadáveres dos seis funcionários ao lado de dois veículos, afirmou Antoine Atawamba, porta-voz do organismo internacional em Kinshasa, capital do Congo.
Segundo Boni Mbaka, um funcionário das Nações Unidas no povoado de Bunia, algumas das vítimas receberam disparos, enquanto outras também apresentavam cortes de faca. ‘‘É horrível. Não houve sobreviventes, assim é difícil saber o que aconteceu realmente’’, disse Mbaka.
Os assassinatos ocorreram na província de Ituri, controlada pela Frente Congolesa de Libertação, um grupo rebelde apoiado por Uganda e encabeçado por Jean-Pierre Bemba.
Os cadáveres foram encontrados a 70 quilômetros ao norte de Bunia. As equipes se dirigiram a um centro remoto de saúde, com medicamentos, disse Paul Castella, chefe da delegação da Cruz Vermelha em Kinshasa.
Sob a supervisão das Nações Unidas, a República Democrática do Congo tenta implementar um acordo de paz com grupos guerrilheiros. O ataque é o primeiro vitimando membros da Cruz Vermelha na África desde 1995.

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