Mortos em terremoto podem chegar a 5 mil
Mortos em terremoto
podem chegar a 5 mil
Stefan Smith
France Presse
France PresseDorMaioria das vítimas são idosos e crianças, atingidos em casaO envio de ajuda às vítimas do terremoto de sábado no nordeste do Afeganistão foi acelerado ontem, enquanto equipes de resgate temiam que o número de mortos supere os 5 mil, anunciaram fontes humanitárias em Faizabad.
Segundo um funcionário da Cruz Vermelha em Faizabad (nordeste do Afeganistão), as equipes solicitaram o envio de helicópteros suplementares para reforçar o trabalho dos três aparelhos em operação na região montanhosa, isolada e de dificílimo acesso.
As Nações Unidas enviaram um helicóptero para Shah-i-Bozurg e Chah-ab, devastadas pelo terremoto de 7,1 graus na escala Richter, para fazer uma primeira avaliação dos prejuízos. Os primeiros relatórios sobre esta região são preocupantes e precisamos saber mais, afirmou uma fonte humanitária.
Até ontem à noite as fontes falavam da morte de mais 4,5 mil pessoas, mas teme-se que este número possa subir para 5 mil.
Pelo menos 45 mil pessoas de um total de 75 mil habitantes que vivem nas regiões de Rostak e Chah-ab, na província de Tajar (extremo nordeste do Afeganistão), sofreram grandes prejuízos.
Fontes locais afirmaram que 21 povoados do distrito de Rostak, 26 de Chah-ab e mais de trinta da região de Shahr-i-Bozurg foram destruídos pelo terremoto. As vítimas são sobretudo idosos e crianças, que estavam em casa pouco antes do meio-dia, porque os homens e as mulheres trabalhavam no campo.
Esta região, povoada em geral por tadjiques, é controlada pelo Khamiat-i-islami do ex-presidente Burhanuddine Rabbani e do comandante Ahmed Shah Massoud, um dos três principais movimentos da coalizão antitalibã.
Segundo informações no local, o ex-presidente Burahnuddine Rabbani, deveria chegar ao local ontem para visitar a região arrasada.
O Presidente Rabbani foi destituído em setembro de 1996 pela milícia integrista dos talibãs, que em Cabul declararam que não decretariam uma trégua militar durante as operações de socorro e tampouco enviariam ajuda.
Em fevereiro passado, quando um primeiro terremoto afetou esta região, os talibãs anunciaram uma trégua militar e o envio de ajuda às vítimas.





