Mortos em massacre nas Filipinas chegam a 46
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Folhapress 
São Paulo- As forças de segurança das Filipinas encontraram mais 22 corpos em uma vala comum no sul do país, elevando para 46 o número de mortos em um massacre ligado à rivalidade entre dois clãs políticos da região. Não se sabe se há mais corpos enterrados no local, já que o grupo armado supostamente ligado a um clã político rival sequestrou um grupo de cerca de 40 políticos, civis e jornalistas que iam apresentar uma candidatura às eleições de maio de 2010.
Tropas extras foram enviadas à região, onde o governo decretou estado de alerta por tempo indeterminado -o que permite detenções sem justificativa, além de um controle maior sobre a circulação de pessoas.
Em uma ação violenta, um grupo armado com cerca de cem homens sequestrou um comboio de três vans com cerca de 40 pessoas que iam acompanhar a mulher de um vice-prefeito local para a inscrição de seu marido para um dos cargos de governador em disputa na eleição geral de 2010.
Até o momento, sabe-se que dois deles eram advogados e que havia ainda duas irmãs do vice-prefeito. A União Nacional dos Jornalistas das Filipinas afirmou que ao menos dez repórteres locais faziam parte do comboio. Os veículos para os quais trabalhavam não conseguiram mais contatá-los e concluem que eles estão entre os mortos.
A única vítima identificada é Genalyn Tiamzon-Mangudadatu, mulher de Esmael Mangudadatu, vice-prefeito da cidade de Buluan na Província de Maguindanao, que ia fazer sua inscrição para concorrer a governador local contra Datu Andal Ampatuan, chefe de um poderoso clã político local.
Ismael não estava no comboio e afirmou que sua mulher telefonou pouco antes do rapto. Ela disse que o comboio foi interrompido por um grupo de cem homens armados e então a ligação caiu.
Ampatuan foi eleito governador da Província de Maguindanao por três vezes. Dos 22 prefeitos locais, a maioria são filhos, netos ou parentes de Ampatuan. Dois de seus filhos já foram mortos em casos ligados à guerra política em uma região onde a maioria dos políticos mantém um exército particular.


