Mortos 15 dos assassinos de turistas
Tropas ruandesas mataram ontem 15 rebeldes hutus que teriam participado, segunda-feira, da matança de oito turistas estrangeiros no Parque Nacional de Bwindi, em Uganda.
O tenente Benon Biraro, comandante militar da região sudoeste de Uganda, disse que as tropas de Ruanda emboscaram os guerrilheiros numa estrada entre as localidades de Goma e Kisoro, em território da República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire), depois de eles terem sido perseguidos pelo Exército de seu país.
Oficiais ruandeses não confirmaram a informação.
Ruanda e Uganda são estreitos aliados e mantêm tropas no leste da RDC para lutar contra os rebeldes hutus ruandeses e também dar apoio aos guerrilheiros que tentam depor o presidente congolês, Laurent Kabila.
Os rebeldes sequestraram, na segunda-feira, 31 turistas estrangeiros que estavam acampados no parque, numa área conhecida como Floresta Impenetrável, e levaram para as montanhas um grupo de 15, escolhidos porque falavam inglês.
Oito foram mortos - quatro britânicos, dois neozelandeses e dois americanos - com machetes (facões do mato), facas e machados.
France PresseO presidente de Uganda garante punição para os rebeldes hutusOs outros seis foram libertados com uma mensagem na qual advertiam os países ocidentais para que parem de dar apoio ao governo de Ruanda.
As investigações se estenderam ao território da República Democrática do Congo (RDC), onde estão instaladas as bases da retaguarda dos extremistas hutus Interahamwe, grupo a que pertenecem os assassinos.
Enviamos tropas ao bosque de Bwindi: dez investigadores do quartel-geral da polícia de Kampala, mais de cem soldados do Updf (Uganda People Defense Forces, exército ugandense), estacionados em Kampala, a 70 km a leste de Bwindi, explicou um oficial de polícia que pediu o anonimato.
Outros soldados, cerca de 500 homens, normalmente estacionados em Kisoro (sudoeste) e em Kanyantorogo, foram enviados à área do conflito, para garantir a segurança e perseguir os Interahamwe, disse o oficial.
Apesar do drama, ontem cerca de quinze turistas esperavam em Kampala para seguir as trilhas dos gorilas da montanha.
Os turistas tinham dúvidas se poderiam continuar a viagem, enquanto que os caminhões estavam prontos para partir.
Estabelecemos um sistema de segurança para evitar qualquer acidente, informou um responsável local da polícia, antes de acrescentar que o que ocorreu foi um acidente, mas agora nada deve atrapalhar os visitantes. Os turistas seguirão vendo os gorilas.
Isso não impede que em Nairóbi, ponto de partida do turismo da África Leste, vários operadores critiquem a imprudência de certas agências de viagem que seguem enviando turistas aos parques nacionais ugandenses, sabendo que recentemente têm ocorrido vários incidentes armados na região.
Também lamentam que as autoridades de Kampala não tenham feito nenhuma advertência e temem as repercussões que essa atitude possa provocar sobre a atividade turística em toda a região.France PresseSobreviventeA suíça Dani Walters, uma das sobreviventes do massacre de turistas, chega ao Quênia de volta de UgandaDas agências





