''Morte revela incapacidade'', afirma Anistia
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de agosto de 2003
Agência Folha 
São Paulo A Anistia Internacional disse ontem que a morte do ditador ugandense Idi Amin Dadá exilado na Arábia Saudita é ''um triste sinal da incapacidade da comunidade internacional para julgar chefes de Estado por seus abusos em matéria de direitos humanos''.
''Foi a indiferença da comunidade internacional, incluindo os governos ugandenses posteriores (a Idi Amin), que facilitou sua fuga da justiça'', disse George Ngwa, da ONG defensora de direitos humanos sediada em Londres.
Em Uganda, as primeiras reações à morte de Idi Amin foram discretas.
''Seu corpo deveria ser trazido de volta e colocado em exibição para verem alguém que matou tanta gente'', disse Michael Mademaga, 41, cujo tio foi morto pelo ditador em 1974.
Não estava claro ontem onde seria o enterro de Idi Amin. Sua mulher, Madina Amin, disse que o assunto ainda estava sendo discutido com as autoridades.


