Denpasar, Indonésia O militante islamita que planejou os atentados com bombas em Bali foi condenado à morte ontem depois que um tribunal indonésio o declarou culpado de ''um crime extraordinário contra a humanidade''. Iman Samudra agitou, de forma desafiadora, o punho e gritou ''Alah O Akbar'' (Deus é grande) três vezes quando os magistrados o condenaram a morrer executado para pagar pelos ataques que causaram a morte de 202 pessoas de 21 países, em outubro do ano passado.
A juíza Ifa Sudewi afirmou que não houve circunstâncias atenuantes. Segundo ela, Samudra cometeu ''um crime extraordinário contra a humanidade''.
Os investigadores acreditam que Samudra é um membro importante da Jemaah Islamiyah (JI), suspeita de ser vinculada à organização terrorista Al Qaeda.
Trata-se da segunda pessoa condenada à morte pelo atentado de Bali depois de Amrozi, no dia 7 de agosto , o pior ato terrorista desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.
Samudra, treinado no Afeganistão, tinha dito pouco antes que receberia a morte com satisfação, porque isso o aproximará de Deus. Mas Qadgar Fausakm, um de seus advogados, explicou aos jornalistas que seu cliente deu instruções antes do veredicto para apresentar um recurso de apelação se fosse condenado à morte.

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