Caracas Os confrontos de ontem entre partidários do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e opositores, em Los Valles del Tuy, no estado de Miranda, deixaram um morto e 25 feridos, anunciou o governador Enrique Mendoza. Ele identificou o morto: Carlos García Arrieta, de 28 anos.
A oposição, que quer a renúncia de Chávez ou a realização de eleições antecipadas, convocou a manifestação em Los Valles del Tuy, cidade formada por grandes cinturões de miséria e considerada um reduto chavista.
Os chavistas foram até o local onde os opositores se concentravam para a passeata, ocorrendo o confronto, em que foram usadas pedras, garrafas e armas.
Grupo de Amigos O Grupo de Amigos da Venezuela terá sua primeira reunião na próxima sexta-feira, na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, anunciou ontem a chancelaria brasileira. O chanceler Celso Amorim participará da reunião do Grupo, formado por Brasil, Chile, México, Estados Unidos, Espanha e Portugal.
Proposta de Chávez O presidente venezuelano, Hugo Chávez, propôs a criação de uma empresa multinacional latino-americana do petróleo, que poderia se chamar 'Petroamérica', em entrevista ontem ao programa Bom Dia Brasil do canal de notícias GloboNews.
''Uma OPEP (Organização de Países Produtores de Petróleo) da América Latina'', sugeriu o presidente venezuelano, que não conseguiu controlar a greve na PDVSA ( a companhia petrolífera da Venezuela) convocada pela oposição já há 50 dias.
Dessa multinacional participariam a Petrobrás brasileira, a venezuelana PDVSA, a colombiana Ecopetrol, Petroperu, Petroequador e Petrotrin (Trinidad y Tobago). A multinacional seria criada com ''acordos dos governos, das operações'', e não uma empresa, com uma fusão, ''porque cada uma tem tamanhos diferentes, compromissos diferentes''.
Preços Os preços do petróleo subiram ontem em Londres, devido à preocupação com a greve na Venezuela e à possibilidade de uma guerra no Iraque. ''Os preços continuam sustentados pelas mesmas razões fundamentais: a queda da produção venezuelana e a crise com o Iraque'', diz David Thomas, analista do Commerzbank.

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