Paris - A morte de Napoleão, atribuída pelos cientistas a uma enfermidade depois que foi sustentada durante anos a hipótese de assassinato por envenenamento, pode ter ocorrido devido ao zelo excessivo de seus médicos, segundo um estudo americano.
Um estudo publicado em 2002 pela revista francesa ''Ciência e vida'' jogou por terra a hipótese de assassinato, já que os restos de arsênico detectados nos cabelos do imperador eram de origem exógena, pois procediam de pintura ou de manipulação de armas de fogo, mas em nenhum caso da ingestão de um veneno, segundo os especialistas.
''Erro médico'', conclui um especialista em medicina legal de São Francisco (EUA), Steven Karch. Diariamente os médicos lhe administravam com enormes seringas um medicamento para aliviar suas dores de estômago. Os arquivos mostram que uma dose de 600 miligramas de cloreto de mercúrio, cinco vezes a habitual, foi administrada ao imperador nas vésperas de sua morte, o que provocou uma queda sensível dos níveis de potássio e seu falecimento, dois dias depois.
O imperador morreu no dia 5 de maio de 1821.

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