São Paulo- A morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, 27, assassinado a tiros por policiais em uma estação de metrô de Londres em julho de 2005, foi um ''erro mas não um crime'', disse um advogado que defende a Scotland Yard no processo iniciado anteontem.
''Um erro grave foi cometido ao atirar contra ele, mas, em nosso ponto de vista, nem todo erro é um crime'', disse o advogado de defesa Ronald Thwaites. ''A promotoria tenta ditar como e quando a polícia deve agir'', disse ele, acrescentando que, à época, a polícia agia sob um período de ''insegurança extrema''.
A Polícia Metropolitana diz ser inocente das acusações de ''violação de regras de saúde e segurança do público'' na operação que matou Jean Charles com sete tiros na cabeça.
Segundo a acusação, o corpo policial violou durante a operação a norma 1974, que obriga as forças de ordem a ''zelar pela integridade inclusive de quem não é seu funcionário''.

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