São Paulo - Com o anúncio da morte de Kim Jong-il, os líderes europeus pediram que os norte-coreanos retomem as negociações para parar com seu programa de desenvolvimento de tecnologia nuclear e disseram estar acompanhando a situação do país.
As autoridades alemãs pediram aos sucessores de Kim Jong-il que iniciem um processo de democracia e melhorem as condições de vida da população. Um porta-voz do Executivo afirmou em Berlim que é importante melhorar o nível de vida da população e que o país abandone a atual situação de pobreza. O governo alemão também pediu que o programa nuclear seja interrompido. Kim Jong-il fez dois testes nucleares subterrâneos em 2006 e 2009.
Na França, o ministro das Relações Exteriores, Alain Juppé, afirmou que não compartilha a tristeza expressada por Pequim pela morte de Kim Jong-il, ao mesmo tempo em que manifestou seu desejo de que a Coreia do Norte recupere a liberdade.
O ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, pediu à nova liderança da Coreia do Norte que trabalhe ''pela paz e pela segurança na região''.
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, enviou uma mensagem de condolência ao novo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pela morte de seu pai e antecessor.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, cancelou todos os seus atos oficiais e pôs seu gabinete em estado de emergência. Os sul-coreanos vivem décadas de conflitos com o vizinho.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul pôs todas as unidades do Exército em estado de alerta e indicou que aumentou a vigilância ao longo da fronteira com as Forças Combinadas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos.
O governo dos Estados Unidos afirmou que ''acompanha de perto'' as notícias da morte do ditador e que está comprometido com a estabilidade na península coreana e a segurança de seus aliados.
O Japão ofereceu suas condolências à Coreia do Norte pela ''repentina morte''. O porta-voz japonês, Osamu Fujimura, disse esperar que isso ''não afete a paz e a segurança na Península Coreana''.
As autoridades chinesas ofereceram suas ''profundas condolências'' pela morte do norte-coreano, destacando que foi um ''bom amigo'' da China. O regime comunista assegurou que Pequim continuará apoiando Pyongyang para ''salvaguardar a paz e a estabilidade'' na região.(Folhapress)

mockup