O milionário egípcio Mohamed Al Fayed, pai de Dodi, o amante da princesa Diana, tem insistido desde a morte de ambos, no dia 31 de agosto do ano passado, em um acidente, que ambos foram vítimas de um complô ‘‘armado por algumas pessoas que não queriam vê-los juntos’’.
Depois do acidente em Paris, a família real britânica lhe enviou suas condolências. Mas a imagem do ‘‘nobre pai’’ amargurado só durou alguns dias na imprensa, já que ao começar a investigação, o milionário se tornou acusado e acusador.
Mohamed Al Fayed estava acostumado com esta ingrata posição em um país que sempre o tratou como ‘‘pária’’, emitia dúvidas sobre as origens de seu dinheiro e que também lhe negou a nacionalidade britânica, embora tenha vivido 30 anos na Inglaterra.
O pai de Dodi atacou primeiro os fotógrafos ‘‘paparazzi’’, que em sua opinião provocaram o acidente ao perseguir o casal.
Depois passou a atacar investigadores e peritos quando encontraram no sangue de Henri Paul, o motorista do Ritz, seu hotel parisiense, um nível de alcoolemia três vezes superior ao permitido para dirigir.
Al Fayed protestou, exigiu uma contraperícia e difundiu um filme sobre as últimas horas de Diana e Dodi, em que se vê um Henri Paul aparentemente sóbrio.
Entretanto, as contraperícias confirmaram os primeiros exames. O empresário lançou então a idéia do complô: Dodi e Diana ‘‘iam anunciar seu noivado. Não acredito que tenha sido um acidente. Algumas pessoas não queriam que andassem juntos’’, repetiu na televisão.

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