Morte de americanos traz medo de incursão dos EUA
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de março de 1999
France Presse 
Os Estados Unidos podem intervir rapidamente na Colômbia para capturar os assassinos de três ativistas americanos que defendiam os indígenas, informou ontem o governador do departamento colombiano do Valle (a sudoeste), Gustavo Alvarez.
O triplo assasinato é um fato muito grave e perigoso que pode causar uma intervenção rápida de americanos para capturar os responsáveis, disse o governador aos jornalistas na cidade de Cali, capital do Valle.
Alvarez integra um comitê que impulsiona o processo de paz na Colômbia.
O departamento de Estado americano condenou na sexta-feira o sequestro e posterior assassinato dos ambientalistas americanos Terence Freitas, Laheenae Gay e Ingrid Washinawatock, e acusou a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, marxistas) de estar por trás do fato.
Washington também urgiu ao governo de Bogotá capturar os assassinos e extraditá-los para os Estados Unidos.
O alto comando militar colombiano acusou as FARC - comprometidas em um esquema de paz com as autoridades colombianas, que contam com o apoio da Casa Branca - de ter capturado e assassinado os ativistas.
Ontem, os paramilitares colombianos negaram ter sequestrado e assassinado os três ativistas americanos que defendiam os direitos dos indígenas Uwa, como afirmaram as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, marxistas).
O estado-maior das Autodefesas Unidas de Colômbia (AUC, paramilitares) manifesta que nossa organização não é culpada, de forma alguma, da morte dos cidadãos americanos, escreveram os guerrilheiros de direita em uma carta endereçada ao presidente colombiano, Andrés Pastrana, e divulgada por emissoras de rádio.


