Os Estados Unidos podem intervir rapidamente na Colômbia para capturar os assassinos de três ativistas americanos que defendiam os indígenas, informou ontem o governador do departamento colombiano do Valle (a sudoeste), Gustavo Alvarez.
‘‘O triplo assasinato é um fato muito grave e perigoso que pode causar uma intervenção rápida de americanos para capturar os responsáveis’’, disse o governador aos jornalistas na cidade de Cali, capital do Valle.
Alvarez integra um comitê que impulsiona o processo de paz na Colômbia.
O departamento de Estado americano condenou na sexta-feira o sequestro e posterior assassinato dos ambientalistas americanos Terence Freitas, Laheenae Gay e Ingrid Washinawatock, e acusou a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, marxistas) de estar por trás do fato.
Washington também urgiu ao governo de Bogotá capturar os assassinos e extraditá-los para os Estados Unidos.
O alto comando militar colombiano acusou as FARC - comprometidas em um esquema de paz com as autoridades colombianas, que contam com o apoio da Casa Branca - de ter capturado e assassinado os ativistas.
Ontem, os paramilitares colombianos negaram ter sequestrado e assassinado os três ativistas americanos que defendiam os direitos dos indígenas U’wa, como afirmaram as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, marxistas).
‘‘O ‘estado-maior’ das Autodefesas Unidas de Colômbia (AUC, paramilitares) manifesta que nossa organização não é culpada, de forma alguma, da morte dos cidadãos americanos’’, escreveram os guerrilheiros de direita em uma carta endereçada ao presidente colombiano, Andrés Pastrana, e divulgada por emissoras de rádio.

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