A morte de cinco pessoas - aparentemente todos eram albaneses étnicos - foi informada ontem em Kosovo e monitores internacionais disseram que a tensão continua alta na região, onde houve combates durante quatro dias na semana passada.
Milhares de novas pessoas desabrigadas, principalmente albaneses étnicos, tinham muito medo de voltar para suas casas, apesar das tentativas internacionais de restabelecer o frágil cessar-fogo.
O governo da Iugoslávia declarou que a paz permanente seria impossível sem uma condenação internacional do que chamou de ‘‘terrorismo’’, enquanto que por sua parte os guerrilheiros albaneses da província sérvia reiteraram os chamados à intervenção das Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
O secretário-geral da Otan, Javier Solana, disse ontem que a organização está disposta a intervir na conflituada província sérvia de Kosovo caso prossigam os enfrentamentos entre as forças de Belgrado e os separatistas de origem albanesa. Segundo Solana, as forças da aliança atlântica estão preparadas para atuar no momento em que for necessário. Ele lembrou que continua em vigor a ordem de ativação, expedida em outubro e através da qual as tropas da Otan permanecem de prontidão para um eventual ataque a posições sérvias.
Naquele mês, a ameaça de uma ação militar obrigou o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, a pôr fim a uma série de ataques contra os separatistas de origem albanesa do Kosovo.
A frágil trégua entre as forças sérvias e os membros do Exército da Liberação do Kosovo se manteve ontem em parte graças à neve e às temperaturas de vinte graus abaixo de zero.France PresseApesar do intenso frio, os refugiados continuam a fugir, com medo do recomeço dos combates na regiãoReuters

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