Morte de advogada agrava situação
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segunda-feira, 15 de março de 1999
Reuters 
A morte de uma das mais conhecidas advogadas católicas de direitos humanos da Irlanda do Norte, Rosemary Nelson, e posteriores distúrbios próximos à cena do incidente prejudicaram ainda mais os esforços de paz na província britânica. Nelson, que havia defendido republicanos irlandeses em casos famosos, morreu no hospital em consequência dos ferimentos causadas por um dispositivo que explodiu debaixo de seu automóvel no povoado de Lurgan, 50 km ao sudoeste de Belfast. Posteriormente, vários jovens lançaram bombas incendiárias próximo ao local da explosão, mas algumas testemunhas indicaram que os distúrbios foram menores e ninguém ficou ferido.
Um porta-voz do hospital da área de Craigavon confirmou a morte de Nelson depois que a advogada foi submetida a uma cirurgia de emergência. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, por meio de um comunicado emitido em Londres, condenou o assassinato, classificando-o de ato repugnante de selvageria.
Durante os distúrbios que procederam a explosão, um grupo de jovens também lançou bombas contra soldados do exército britânico, que estavam a cerca de 200 metros do lugar do incidente. A polícia indicou que houve outros distúrbios menores em duas ruas do povoado, mas ninguém saiu ferido. O líder da Irlanda do Norte, David Trimble, afirmou que suspeita que militantes pró-britânicos opositores ao processo de paz estejam envolvidos no atentado.
A Casa Branca considerou o atentado um ato covarde, e instou os defensores da paz a rechaçar a violência. O atentado ocorre na véspera de uma reunião entre o presidente Bill Clinton e líderes irlandeses e norte-irlandeses, marcada para celebrar, em Washington, o dia de São Patrício, padroeiro dos irlandeses católicos. Em Londres, anunciou-se que um grupo guerrilheiro dissidente protestante assumiu a responsabilidade pela explosão que matou a advogada Rosemary Nelson.


