Tropas israelenses mataram ontem cinco policiais palestinos na Cisjordânia – parte de uma emergente estratégia mais dura de tomar a iniciativa contra forças de segurança palestinas, ao invés de retaliar ataques específicos.
A pequena força blindada da polícia palestina foi o alvo do bombardeio de ontem. Palestinos disseram que dez veículos foram destruídos.
Em ataques perpetrados mais cedo em Gaza, tropas israelenses demoliram dezenas de prédios da polícia palestina, incluindo depósitos de munição, armazéns de alimentos, mesquitas e carpintarias ligadas às forças de segurança.
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, alegou ter implorado a Arafat nas últimas semanas para ‘‘agir contra os perpetradores do terrorismo’’.
‘‘Se ele não toma essas ações, então nós teremos de agir’’, alegou Sharon. ‘‘Não temos escolha.’’
Um assessor de Sharon, Raanan Gissin, disse que a Autoridade Palestina fora advertida repetidamente que Israel não toleraria o envolvimento de forças de segurança palestinas em ataques contra israelenses.
‘‘As forças de defesa israelenses decidiram, com a aprovação do governo, tomar a iniciativa contra aqueles alvos de onde tais ataques têm sido conduzidos’’, afirmou Gissin.
Os policiais palestinos, entre 17 e 29 anos, foram mortos com tiros na cabeça e no peito antes do amanhecer de ontem, quando se encontravam em um pequeno posto policial nas proximidades da cidade de Ramallah, Cisjordânia, disseram oficiais palestinos. Vários disparos perfuraram as paredes do posto.
Foi o mais sangrento incidente isolado desde 14 de fevereiro, quando oito israelenses foram mortos por um palestino que jogou o ônibus que dirigia contra uma multidão nos arredores de Tel Aviv.
Ainda ontem, na Faixa de Gaza, helicópteros israelenses e embarcações da Marinha bombardearam instalações de segurança, atingindo um prédio da polícia e os escritórios do movimento político Fatah.

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