ARGEL - Uma série de atentados com explosivos e um massacre de civis deixaram pelo menos 43 mortos e 64 feridos domingo na Argélia, segundo novo balanço divulgado ontem pela imprensa argelina. Trata-se de um dos balanços mais graves dos últimos meses, no momento em que se aproxima o dia do início do Ramadã (o mês de jejum muçulmano que começará em janeiro), período considerado pelos grupos islamitas propício à guerra santa.
A imprensa argelina informou ontem sobre outros dois atentados à bomba perpetrados domingo em Zeddin (150 km a sudoeste de Argel) e Kolea (40 km a oeste).
Em Zeddin, oito habitantes morreram quando um grupo armado jogou uma bomba no trator em que se encontravam, informou o jornal ‘‘Libert钒. Outras dez pessoas morreram quando o veículo em que estavam explodiu ao passar por uma bomba, informou ‘‘El Watan’’, acrescentando que outras duas pessoas ficaram gravemente feridas.
As autoridades argelinas anunciaram anteontem o massacre de 28 pessoas no povoado de Dhamnia, na região de Ain Defla. Segundo ‘‘Le Matin’’, o balanço final deste massacre é de 34 mortos. O jornal acrescenta que as vítimas, homens e mulheres de diversas idades, foram degolados e mutilados depois de baleados. Os agressores foram perseguidos pelas forças de segurança, que mataram dois deles.
O GIA (Grupo Islâmico Armado) é suspeito da maior parte dos massacres de civis cometidos nos últimos dois meses, nos quais morreram 200 pessoas, segundo balanços parciais.
Ontem, o jornal ‘‘El Alam Essiassi’’ informou também que o atentado com explosivos a um café de El Harrach (periferia leste de Argel) causou entre um e três mortos e 54 feridos. Domingo, fontes médicas de El Harrach haviam dado conta de 31 feridos, enquanto que fontes oficiais divulgavam um balanço de 20 feridos. A bomba, colocada em uma sacola, teria sido deixada no café por dois homens.

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