Riad - O rei Fahd da Arábia Saudita morreu ontem aos 84 anos, após mais de duas décadas de reinado no maior produtor e exportador mundial de petróleo, sendo sucedido por seu meio-irmão, o príncipe herdeiro Abdullah ben Abdel Aziz.
Fahd, cujo nome significa ''leopardo'' em árabe, subiu ao trono da Arábia Saudita em 1982, o país com as maiores reservas de petróleo do planeta. O príncipe herdeiro Abdullah ben Abdel Aziz, 82, é o novo monarca, ao mesmo tempo em que o ministro da Defesa, Sultan ben Abdel Aziz, se converteu em príncipe herdeiro, anunciou a televisão oficial.
Doente há vários anos, o rei Fahd estava hospitalizado desde o dia 27 de maio. Sua saúde havia se deteriorado devido a uma embolia cerebral em 1995, o que o obrigou a deixar o poder nas mãos do seu meio-irmão quem governava de fato o reino há anos.
De acordo com fontes médicas do Hospital Rei Faisal, a morte do soberano aconteceu na madrugada de ontem. As quatro redes de televisão oficiais sauditas, um delas em língua inglesa, interromperam sua programação para transmitir versículos do Corão antes de anunciar a morte do rei. ''Preces em memória de Fahd serão pronunciadas hoje à tarde na mesquita do imã Turki ben Abdullah, em Riad'', afirmou a televisão, que não anunciou a data do enterro.
''Os membros da família real juraram lealdade ao novo rei Abdullah'', informou a televisão, que acrescentou que este último Sultan ben Abdel Aziz como príncipe herdeiro''. O príncipe Sultan, nascido em 1928, encabeça o Ministério da Defesa e Aviação saudita desde 1963.
Como todos que o precederam, o rei Fahd mantinha estreitos laços com os Estados Unidos, mesmo que estes tenham sido colocados à prova após os atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington, já que 15 de seus 19 autores eram sauditas.
Apesar de suas aliança com Washington, nos últimos anos do reinado de Fahd, a Arábia Saudita se distanciou em alguns aspectos da diplomacia americana considerada impopular no mundo árabe.
De todos os modos, há dois anos a Arábia Saudita trava uma luta sem quartel contra os partidários da rede terrorista Al-Qaeda.

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