Estocolmo A ministra sueca de Relações Exteriores, Anna Lindh, esfaqueada na quarta-feira em uma das grandes lojas do centro de Estocolmo, não resistiu aos ferimentos e faleceu, informou ontem o primeiro-ministro Goeran Persson. A chanceler morreu depois de uma forte hemorragia.
''Com grande pesar, soube que a ministra Anna Lindh morreu às 5h29 (0h29 de Brasília), devido aos ferimentos sofridos no atentado'', afirmou Goeran Persson. ''Isto parece irreal'', acrescentou o chefe de Governo. ''Este crime afeta a sociedade que construímos e na qual queremos viver'', enfatizou.
Anna Lindh, de 46 anos, estava fazendo compras, em caráter particular e sem guarda-costas, na grande loja Nordiska Kompaniet, no centro de Estocolmo, quando foi atacada por um desconhecido, às 16h19 locais.
Ferida em um braço, no abdômen e no peito, foi imediatamente transportada para o hospital.
A ministra era uma fervorosa partidária do ''Sim'' ao euro na campanha do referendo sobre a adoção da moeda européia. que se realizará domingo como estava previsto, conforme anunciou Persson ontem.
Anna Lindh, ministra de Relações Exteriores desde 1989 depois da vitória nas eleições legislativas dos social-democratas, foi citada muitas vezes como possível sucessora de Goeran Persson na chefia do Governo.
O ataque contra a ministra relançou na Suécia o debate sobre a segurança das autoridades políticas, 17 anos depois do assassinato, na rua, do primeiro-ministro Olof Palme, em 1986.

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