Morre 5 aluna de escola invadida por um atirador
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terça-feira, 03 de outubro de 2006
Das agências 
São Paulo - Morreu ontem a quinta aluna da escola invadida pelo atirador Charles Carl Roberts, de 32 anos. Depois de matar as crianças, ele se suicidou. Ele teria abusado sexualmente de parentes das vítimas e sonhava em repetir o crime, segundo a rede de TV CNN, que cita fontes da polícia.
Além das cinco mortes, o ataque de Roberts à escola deixou outras seis crianças feridas. A polícia ainda tenta, no entanto, determinado o motivo por trás dos ataques.
O ataque ocorreu na escola Wolf Rock in Paradise, que possui 27 alunos da 1 a 8 série do ensino fundamental, e fica localizada em uma comunidade amish. ''Está bastante claro para nós, com base na sua forma de ação, que ele pretendia invadir esta escola'', disse o comissário de polícia do Estado da Pensilvânia, Jeffrey Miller. ''Mas acreditamos que não tinha nada a ver com os amish, mas com a idade das vítimas, que tinham entre 6 e 13 anos. E achamos que ele não pretendia sair disso com vida'', acrescentou.
Segundo Miller, o atirador disse ainda que estava ''bravo com Deus'' devido à morte prematura de sua filha de seis anos, em 2003. Pai de três filhos, ele não pertencia à comunidade amish.
De acordo com a polícia, o atirador levou suprimentos que indicavam um sequestro longo, incluindo três armas, duas facas, madeira e uma bolsa com munição. Ele também tinha uma muda de roupa, papel higiênico, ferramentas e fita adesiva.
Após invadir a escola, Roberts liberou 15 meninos, uma mulher grávida e três mulheres com bebês. Em seguida, barrou portas com móveis e tábuas presas com pregos e obrigou várias garotas a ficarem alinhadas próximas ao quadro-negro. Elas foram amarradas umas às outras pelos pés.
A professora e um outro adulto fugiram para uma fazenda próxima para chamar a polícia. Seguindo a tradição amish, a escola não mantinha telefones.


