Washington - O Exército americano esteve a ponto de deter, há alguns meses, o líder radical xiita Moqtada Sadr, que atualmente lidera a resistência de suas milícias contra as forças da coalizão, mas desistiu por temor de provocar uma rebelião popular.
O chefe xiita aproveitou então esses seis meses de liberdade para continuar montando sua milícia - que tem, segundo último balanço do Pentágono, entre 3.000 e 6.000 homens - e lançar uma campanha violenta contra a ocupação americana.
Sadr era procurado por sua participação na morte, em abril, do líder religioso Abdel Majid al-Khoi. Sua milícia, o Exército de Mehdi, já tinha feito emboscadas e ataques em Bagdá e Kerbala contra as forças dos EUA.
''Sempre é preferível resolver uma situação de maneira pacífica e permitir à Justiça fazer seu trabalho'', explicou esta sexta-feira à AFP um responsável militar, que pediu para não ser identificado, referindo-se à ordem de detenção contra Sadr, emitida por um juiz iraquiano.
''Ele (Sadr) terminou por tomar a decisão por nós, atacando as forças da coalizão (nesses últimos dias) e, agora, isso que vocês vêem, é uma ação forte e resolvida que aponta para enfraquecer sua milícia'', acrescentou.

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