São Paulo - O premiê italiano, Mario Monti, de 69 anos, que pediu demissão do cargo no último sábado, anunciou ontem que vai liderar uma coalizão de partidos de centro que apoiam sua agenda reformista nas eleições parlamentares previstas para 24 e 25 de fevereiro do ano que vem.
O anúncio esclarece seus movimentos políticos para a próxima votação. Monti disse que o grupo pode conquistar ''resultado significativo'' na disputa legislativa. O tecnocrata, que governou o país por 13 meses, foi apontado como um dos responsáveis por diminuir o efeito da crise financeira italiana, a pior desde a Segunda Guerra.
No último domingo, Monti declarou que poderia concorrer a um segundo mandato se uma força política de ''credibilidade'' apoiasse sua política de reformas, mas reconheceu que a campanha seria complicada. Monti impôs uma série de políticas baseadas no aumento de impostos e no corte de gastos, que afetaram a classe média italiana.
Após uma reunião com políticos de centro, Monti disse que a divisão tradicional entre direita e esquerda tem valor simbólico e histórico para a Itália, mas não reflete a real aliança de que o país precisa, que deve se concentrar na Europa e nas reformas econômicas.
A coalizão de Monti concorre diretamente com o ex-premiê Silvio Berlusconi, que já foi primeiro ministro em quatro ocasiões. No dia último dia 8, Barlusconi declarou que encabeçaria a lista de candidatos do PDL e fez duras críticas à política econômica de Monti, acusando-o de submissão aos interesses da Alemanha. Dois dias depois, no entanto, ele anunciou que apoiaria sua eventual candidatura e disse que retiraria sua postulação caso Monti fosse candidato.

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