Montenegrinos confirmam deserções
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quinta-feira, 20 de maio de 1999
Associated Press 
Na tarde de ontem, dezenas de milhares de pessoas participaram de uma procissão religiosa pelas ruas de Belgrado marcando a ascensão de Cristo. O patriarca Pavle, líder da Igreja ortodoxa sérvia, rezou pela paz.
Surgiram novas notícias de soldados sérvios desertando, depois que os EUA anunciaram que 500 haviam participado de uma deserção em massa, a maioria soldados convocados servindo no norte de Kosovo.
Pelo terceiro dia seguido, a mídia em Montenegro, a parceira menor da Sérvia na Federação Iugoslava, divulgou que reservistas do exército estavam desertando e voltando para suas cidades-natal.
O jornal Vijesti publicou que cerca de 400 reservistas chegaram na quarta-feira em Aleksandrovac, a cidade de origem deles, dizendo que não voltariam para o front.
Eles recusaram uma oferta do comandante do Terceiro Corpo do Exército iugoslavo, Nebojsa Pavkovic, de tratar a ausência deles de Kosovo como uma breve licença, e afirmaram que querem o fim da guerra, segundo o jornal.
O enviado russo para o conflito, Viktor Chernomyrdin, reuniu-se em Moscou com o subsecretário de Estado americano, Strobe Talbott, e o presidente finlandês, Martti Ahtisaari, para informá-los sobre as, segundo ele, tensas conversações em Belgrado com Milosevic na quarta-feira. O escritório de Milosevic informou que as conversações irão continuar na segunda e terça-feiras, em Belgrado.
Entre os termos do plano do G-8 inclui-se a retirada das forças militar, policiais e paramilitares de Milosevic de Kosovo. A Otan quer uma retirada total de todos os 40 mil homens das forças sérvias, incluindo tropas regulares.
O plano do G-8 também prevê uma presença civil e de segurança internacional em Kosovo, enquanto a Otan exige uma força internacional bem armada com seus soldados como núcleo, algo que Milosevic tem rejeitado com veemência.
Em Bonn, Alemanha, negociadores da Rússia e das potências ocidentais tentarão hoje concordar com os termos de uma resolução da ONU pelo fim da guerra - que seria aceitável para a China e a Rússia.
Em Washington, o presidente Bill Clinton disse que a campanha de bombardeios está dando resultados.
Precisamos nos manter concentrados e pacientes na busca de nosso simples objetivo - defender o direito de existir de um povo em sua terra sem ser sujeito a expulsão em massa e assassinato em massa, afirmou Clinton.


