Monica Lewinski defende Clinton em depoimento
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de fevereiro de 1999
Reuters 
A transcrição do depoimento de Monica Lewinsky - cuja divulgação fora autorizada na véspera pelo plenário do Senado - revelou ontem que ela negou que o presidente americano, Bill Clinton, tivesse pedido a ela que mentisse sob juramento.
A ex-estagiária também rechaçou a denúncia de que Clinton pediu de volta os presentes que deu a ela e declarou que o presidente nunca lhe tocou de modo que caracterizasse uma relação sexual.
O depoimento da jovem foi tomado na segunda-feira, quando ela foi interrogada a portas fechadas pelos deputados que atuam como promotores no julgamento do impeachment de Clinton no Senado e pelos advogados do presidente.
As outras duas testemunhas convocadas pelo Senado, o amigo de Clinton Vernon Jordan e o assessor da Casa Branca Sidney Blumenthal, também não acrescentaram ao processo nenhum dado que pudesse reverter a tendência de absolver o presidente.
Durante sua declaração, Monica disse ainda que guarda sentimentos contraditórios em relação a Clinton - admira-o como presidente, mas está magoada com ele pessoalmente - e protestou quando um dos promotores republicanos lhe perguntou sobre as relações luxuriosas que mantiveram.
O depoimento de Monica praticamente sepultou as esperanças dos republicanos de destituir Clinton sob as acusações de que ele tivesse cometido crimes de perjúrio e obstrução da Justiça para esconder a natureza sexual do relacionamento dele com a jovem.
O líder da maioria republicana no Senado, Trent Lott, reiterou ontem que o processo deve ser encerrado com a votação da sentença na quinta ou, no máximo, na sexta-feira.


