Monges mantêm protesto contra junta militar em Mianmar
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terça-feira, 25 de setembro de 2007
Folhapress 
São Paulo - Cerca de 10 mil pessoas lideradas por monges budistas foram ontem novamente às ruas da capital Yangun, em manifestações contra a junta militar do país. Mianmar é um país da Ásia meridional governado por um governo militar desde 1988 que reprime com força manifestações a favor da democracia.
As manifestações em Mianmar tiveram início no mês passado por causa do aumento de combustíveis, mas agora os monges querem também que o governo peça desculpas por ter reprimido protestos recentes de maneira violenta.
As ruas estão lotadas de pessoas aplaudindo e apoiando os monges, disse uma testemunha. As pessoas não estão com medo. Elas ajudam os monges e oferecem água.
Assim como na segunda-feira, quando cerca de 100 mil foram às ruas, os monges se espalharam por várias ruas e marcharam a partir do pagode (santuário oriental de vários andares construído em forma de pirâmide) de Shwedagon, o principal templo sagrado do sudeste da Ásia, que tornou-se símbolo das manifestações.
O presidente dos Estados Unidos, George W.Bush, irá anunciar mais sanções contra Mianmar, segundo divulgou ontem a Casa Branca.
Em seu discurso na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Bush anunciará sanções financeiras contra membros importantes do regime e contra financiadores deste sistema, segundo Stephen Hadley, conselheiro de segurança do presidente americano.
Bush pedirá que outros países da ONU e a instituição em si tomem providências contra o regime militar.
Atualmente os EUA restringem importações e exportações de Mianmar e também possuem um embargo de armas contra o país.


