'Mohammed, o Egípcio' acaba falando em 2º interrogatório
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sexta-feira, 11 de junho de 2004
France Presse 
Roma - Rabei Osman Sayed Ahmed, ou ''Mohammed o Egípcio'', considerado um dos cérebros dos atentados terroristas de 11 de março em Madri, os quais resultaram na morte de cerca de 200 pessoas, foi ouvido pela segunda vez ontem na prisão, em Milão.
O interrogatório foi conduzido pelo juiz Maurizio Romanelli na penitenciária de San Vittore, precisou o promotor adjunto da República, Armando Spataro. Segundo a advogada do suspeito, Viviana Bossi, ele chegou a falar durante mais de três horas, fornecendo sua própria versão para os fatos.
''Mohammed, o Egípicio'' havia feito uso de seu direito de não responder, na quinta-feira, durante um primeiro interrogatório. O promotor Spataro informou que mantém contatos diretos com o colega espanhol, Juan del Olmo, responsável pelo mandato de prisão internacional expedido contra ''Mohammed, o Egípcio'' antes de sua prisão em Milão.
''O dossiê deverá chegar até nós segunda-feira. Na nossa opinião, não haverá obstáculos à extradição, mas é preciso observar que o acusado é também considerado culpado na Itália por associação com objetivos terroristas internacionais'', o que implica várias etapas no processo de extradição (decisões da Corte de Apelação do Tribunal de Milão e, depois, do Ministério da Justiça), acrescentou.
A Espanha pediu ontem à Itália a extradição dele: ''o governo decidiu pedir a extradição de ''Mohammed, o Egípcio'', que atuou significantemente nos ataques terroristas de Madri, em 11 de março'', disse a porta-voz do governo espanhol Maria Teresa Fernandez de la Vega. Rabei Osman Ahmed el Sayed, 32 anos, preso no norte da Itália, ao lado de outros dois suspeitos, vem sendo mantido sob custódia desde então.
O juiz espanhol encarregado do caso, Juan del Olmo, emitiu um mandato de prisão para Rabei, no dia seguinte em que ele foi preso, por ''assassinato terrorista, destruições e participação em organização terrorista.'' No mandato, Juan del Olmo argumenta que Rabei estava na casa em Morata de Tajunia, no subúrbio de Madri, onde as bombas foram fabricadas. O juiz diz que o suspeito é membro da Jihad Islâmica egípcia, uma organização classificada como terrorista e ligada à rede de Osama bin Laden.


