KINSHASA - O marechal Mobutu Sese Seko continuava ontem mantendo um misterioso silêncio a respeito de suas intenções um dia depois da cúpula da Organização da Unidade Africana (OUA) de Lomé, na qual sua delegação e a da rebelião zairense acertaram um princípio de cessar-fogo e a abertura de negociações.
Desde seu regresso a Kinshasa, a 21 de março, após a renúncia do primeiro-ministro Kengo Wa Dondo e o início de uma nova crise política, o chefe do Estado zairense tem feito curtas aparições em público.
Dada a ausência de governo, que agora só se encarrega do indispensável, marechal Mobutu tem mãos livres para se apresentar de novo como interlocutor único a fim de negociar com a rebelião. No entanto, ele mesmo pediu ao parlamento de transição que nomeie um Comitê de negociadores de sete membros, enquanto a rebelião continua afirmando que só negociará com Mobutu pessoalmente para obrigá-lo a deixar o poder.

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