Mobilização de grupo custaria mais de US$ 2 bi
O custo da mobilização de uma força-tarefa aeronaval do Cone Sul superaria a casa de US$ 2 bilhões por ano para cobrir custos operacionais, padronização de procedimentos, equalização dos equipamentos de uso comum e incorporação de novos sistemas de armas, de acordo com uma projeção feita por dois oficiais das áreas de comando e inteligência da Marinha.
Essa fatura teria de ser paga pelos Estados Unidos porque os orçamentos de defesa do Brasil, da Argentina e do Chile vêm sofrendo cortes sistemáticos desde 1989. Nos últimos 42 anos o Departamento de Defesa americano realizou 84 exercícios conjuntos envolvendo diversos países em algum ponto da América Latina. De janeiro a outubro deste ano, 19 mil marinheiros, pilotos de aviões e helicópteros, fuzileiros, submarinistas e guarnições de patrulha costeira de oito diferentes nações sul-americanas participaram dos jogos de guerra naval.
O Brasil tem a força naval mais estruturada. O único porta-aviões da região é o A-12 São Paulo (ex-Foch francês), que inaugura no Atlântico Sul o conceito efetivo de Grupo de Batalha. Com 23 caças AF-1 Skyhawk comprados no Kuwait e modernizados antes de chegarem ao Brasil há pouco mais de um ano, e acompanhado por fragatas lança-mísseis, submarinos e navios de apoio, o São Paulo pode deslocar grande poder de fogo para qualquer ponto do cenário de interesse estratégico brasileiro. O País produz navios de superfície, submarinos e grande parte dos suprimentos de combate.
A Argentina opera a partir de bases em terra um número desconhecido, mas estimado em dez unidades, do jato de ataque francês Super Etendard, vetor dos letais mísseis Exocet. O comando argentino mantém um avião eletrônico de alerta avançado e acaba de reabilitar quatro fragatas. O Chile reduziu o tamanho da Marinha e investiu em desenvolvimento. Os navios de superfície estão sendo reformados e equipados com canhões de tiro rápido dirigidos eletronicamente. O centro de combate das fragatas classe Condell pode disparar mísseis MM-40 Exocet/2 e antiaéreos de rápida resposta Seawolf.
O Comando da Aeronáutica do Brasil realizou em junho exercício combinado com a aviação militar argentina. Era um ensaio, mas a integração de informações permitiu a identificação de seis vôos clandestinos. (R.G./AE)





