La Paz - O Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), vencedor das eleições na Bolívia, reiterou ontem seu convite às demais forças para formar um ''governo de unidade nacional'' em torno da presidência de Gonzalo Sánchez de Lozada.
O MNR confirmou o primeiro lugar da eleição com um apoio de 22,4 por cento. Já o segundo posto ainda é disputado por Manfred Reyes Villa e Evo Morales, no momento em que faltam computar menos de um por cento dos votos. O resultado pode ser conhecido amanhã.
''Sánchez de Lozada e Carlos Mesa (candidato à vice-presidência) sugeriram ao país em 30 de junho, dia das eleições, um plebiscito para formação de um governo de unidade que se mantenha vigente'', disse o porta-voz do MNR, Mauricio Antezana, a uma rádio local.
O MNR aguarda a resposta do convite do Movimento da Esquerda Revolucionária (MER), de Ação Democrática Nacionalista (ADN) e o Movimento ao Socialismo (MAS), segundo o diretor.
Só a Unidade Cívica Solidariedade (UCS), que terá uma pequena força no Parlamento, respaldou a proposta de Sánchez de Lozada, enquanto que a Nova Força Republicana (NFR), de Reyes Villa, rejeitou qualquer possibilidade de apoiá-lo.
Para ser eleito presidente do Congresso, Sánchez de Lozada precisa reunir o apoio de pelo menos 80 parlamentares e até agora só conta com cerca de cinquenta, segundo cálculos extra-oficiais.
Antezana acrescentou que estão na expectativa de saber se Reyes Villa ou o diretor camponês Morales ocuparão o segundo lugar, porque um dos dois ganhará o direito de disputar no Congresso a presidência do país com Sánchez de Lozada. Por enquanto, Reyes Villa tem 21 por cento do apoio, enquanto que Morales soma 20,8 por cento.

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