Paris - O grupo AZF, que ameaçava detonar bombas colocadas nas vias férreas francesas, anunciou ontem que suspenderá este tipo de ação, mas manteve as intimidações contra a França numa carta enviada ao ministério do Interior, na qual foi feita referência aos atentados de 11 de março em Madri.
Neste texto, também enviado à presidência da República, AZF avisou que passará à ofensiva se o pagamento de quatro milhões de dólares e de dois milhões de euros que exige há duas semanas não lhe for entregue. ''A França superará o triste recorde espanhol'', advertiu a carta, que teve o conteúdo divulgado pelo ministério francês do Interior.
AZF não especificou neste texto qual será seu novo meio de pressão. A carta foi publicada 24 horas depois de uma bomba artesanal ter sido encontrada na via férrea perto da cidade de Troyes, 250 km ao sudeste de Paris. O artefato foi desativado por agentes especializados.
A companhia nacional de ferrovias francesas, SNCF, anunciou na quarta-feira a decisão de inspecionar novamente os 32.000 km de vias do país, como já havia feito ao receber a primeira ameaça do grupo AZF. A segunda verificação, da qual participam 10.000 agentes, seria concluída na noite de ontem.
''Hoje (ontem), não foi descoberto nenhum artefato explosivo na rede ferroviária francesa'', garantiu AZF na sua carta. ''Levando em conta a experiência das últimas semanas, e consciente de suas insuficiências tecnológicas, logísticas e de outros tipos, AZF suspende sua ação durante o tempo que for necessário para superar essas dificuldades'', acrescentou o texto.

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