Missionária brasileira vê os dramas de perto
Em Reggio Calabria, atua a missionária brasileira Maria Helena Aparecida. Em dois anos de experiência, a mineira colecionou muitos relatos trágicos, como o que vivenciou em Palermo (na Sicília), quando a Igreja local pediu reforços no acolhimento diante do grande fluxo migratório registrado no ano passado. As quinze horas que separam a costa líbica da costa italiana podem se tornar dias se a embarcação fica à deriva e foi o que aconteceu com um barco repleto de sírios, em fuga da guerra civil. Irmã Maria Helena explicou que por terem a pele clara, os imigrantes sofreram graves queimaduras debaixo do sol. "A pele das crianças, inclusive de bebês, se desfazia na minha mão enquanto eu aplicava o curativo. Foi traumatizante." O Estado italiano conta com a parceria da Igreja, seja para as estruturas disponibilizadas, seja no momento do desembarque e, a seguir, nos centros de acolhimento. (B.F.)





