Míssil americano mata 27 no Paquistão
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sábado, 14 de fevereiro de 2009
France Presse 
Peshawar - O disparo de um suposto míssil americano sobre um campo de treinamento de talibãs ontem matou 27 insurgentes, em sua maioria combatentes estrangeiros da Al-Qaeda, em uma região tribal paquistanesa próxima da fronteira afegã. O ataque com míssil teve como objetivo um campo de treinamento do líder do Movimento dos Talibãs do Paquistão (TTP), Baitullah Mehsud, situado na cidade de Ladha (Noroeste), no distrito do Waziristão Sul, segundo fontes dos serviços de segurança. Mehsud não estava no local no momento do ataque, acrescentaram.
Dois combatentes árabes, assim como talibãs locais e uzbeques, morreram no ataque, o último de uma série que tem provocado os protestos do Paquistão, que denuncia a violação de sua soberania. ''O balanço do ataque chega a 27 mortos'', afirmou uma fonte, que pediu anonimato, à AFP. O balanço anterior era de 20 mortos. Moradores da região afirmaram que combatentes talibãs cercaram o local que foi alvo do ataque, uma área isolada, e impediram a passagem.
Mehsud, líder dos talibãs paquistaneses e ligado a Al-Qaeda, é acusado pelo governo e pelos Estados Unidos de de ter planejado o assassinato da ex-premier paquistanesa Benazir Bhutto em 2007. Nesta região, o Exército americano e a CIA, que operam no Afeganistão, são os únicos que possuem aviões espiões sem pilotos. Os disparos de mísseis se tornaram frequentes nos últimos meses nas zonas tribais. O Paquistão protesta publicamente a cada vez, mas tanto a imprensa americana como a paquistanesa destacam que existe um acordo tácito entre Washington e Islamabad que autoriza os ataques.


