Missão da UE chega à Chechênia; russos enviam reforços
France Presse
De Moscou
Os russos enviaram ontem novos reforços ao sul da Chechênia, onde desataram, segundo os separatistas, uma vasta operação militar, enquanto que uma missão da União Européia chegava ao Cáucaso apesar da oposição de Moscou a toda mediação ou negociação.
Uma missão da troika da União Européia que inclui os embaixadores da França, Portugal e o representante da UE na Rússia, chegou ontem à noite a Vladikavkaz, na Ossétia do norte, de onde viajará na sexta-feira à Chechenia.
A direção russa, no entanto, permaneceu muito firme frente aos pedidos da comunidade internacional de iniciar negociações com os rebeldes islamitas.
O secretário do Conselho de Segurança, Serguei Ivanov, declarou que a Rússia não precisa de mediadores estrangeiros para um acordo político, enquanto que o representante do Kremlin para os direitos humanos, Oleg Mironov, disse que as visitas das delegações internacionais não eram sérias.
O presidente da república da Inguchétia (Cáucaso russo), Ruslan Auchev, pediu a Vladimir Putin negociar frente a frente com o presidente separatista Aslan Maskhadov.
Mas o estado-maior, através do general Manilov, e o governador russo por meio de seu representante na Chechênia, Nikolai Kochman, estimaram que ficava excluída qualquer negociação com Maskhadov.
O chefe-adjunto do estado-maior das forças armadas russas, general Valeri Manilov, declarou que a operação tinha passado à fase de operações especiais porque os objetivos da fase militar já que foram cumpridos no essencial.
Os militares indicaram ter enviado novos reforços, cerca de 500 soldados, para o distrito de Vedeno, no sudeste da Chechênia, onde operam segundo eles mais de mil rebeldes.
Por sua vez, os separatistas afirmaram que estava em curso uma operação russa no sul da república, que incluía 15 mil homens e numerosos blindados apoiados pela artilharia e a aviação.





