O governo de Alberto Fujimori sofreu um duro golpe ontem: a Missão de Observadores da Organização de Estados Americanos (OEA) e a Defensoria do Povo do Peru contestaram o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe, pelas iniciais em espanhol), que qualificou de ‘‘bem-sucedido’’ o teste do software destinado a totalizar os votos.
Denunciando a ‘‘inconsistência e a imprecisão’’ dos últimos boletins do Onpe, a missão da OEA anunciou que estava suspendendo temporariamente a observação técnica do sistema.
‘‘Baseada em informações de seus 34 técnicos que acompanharam a simulação eleitoral, a Defensoria do Povo permite-se discordar veementemente do Onpe’’, assinalou, por seu lado, a nota assinada pelo defensor do povo Jorge Santisteban.
As suspeitas a respeito do software, uma versão modificada do programa usado no primeiro turno de 9 de abril, motivaram, na quinta-feira, o anúncio de Toledo de que não participará da segunda votação, caso ela não seja adiada para 18 de junho.
O ministro titular do máximo órgão eleitoral peruano, o Jurado Nacional de Eleições (JNE), José Carlos Bringas rejeitou no domingo à noite qualquer possibilidade de adiar a eleição do segundo turno presidencial, marcada para domingo. Bringas foi além: deixou entrever que o candidato opositor, Alejandro Toledo, poderia ser denunciado penalmente por suas exortações aos eleitores para que não compareçam às urnas, sujeitando-se a uma pena de prisão de 2 a 5 anos.

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