Mir cai hoje no Pacífico
O Sul do Pacífico se prepara para a destruição da estação orbital russa Mir, cuja queda está prevista entre Nova Zelândia e Chile, em uma área de 200 km de largura por 6.000 km de comprimento. Na Nova Zelândia, serão retardados, hoje, por precaução, cinco vôos internacionais que devem partir de Auckland e atravessar o Sul do Pacífico. Em alto mar, 27 barcos pesqueiros estão na área onde está prevista a queda dos restos da estação espacial, afirmou ontem no Parlamento o ministro neozelandês de Relações Exteriores. As autoridades neozelandesas estão em contato com todos esses barcos, cuja maioria tem bandeira dos Estados Unidos ou das ilhas Cook, para mantê-los informados dos riscos eventuais.
Patrick Helm, do comitê neozelandês encarregado da supervisão da destruição da Mir, informou que a área onde está prevista a queda da estação não é muito frequentada nem por ar nem por mar. Entretanto, os aviões que fazem o trajeto entre Nova Zelândia, as ilhas do Pacífico e América do Norte atravessam essa área.
Esses vôos estão identificados e serão retardados a partir da entrada da Mir na atmosfera até sua queda, o que deve durar aproximadamente uma hora, declarou Patrick Helm, precisando que foram prevenidas também as cinco companhias marítimas cujas rotas passam por essa área.
O centro operacional de segurança marítima precisou que há duas semanas vem transmitindo mensagens aos barcos que se encontram navegando para adverti-los sobre a hora e a área de destruição da Mir. Vimos supervisionando a situação à medida em que a Agência Espacial russa começava a precisar a área prevista.





