Ministros recusam os pedidos de Abu Sayyaf
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quinta-feira, 13 de julho de 2000
France Presse De Manila 
Os ministros das relações exteriores da França, Finlândia e Alemanha, que chegaram a Manila para buscar uma saída à crise dos reféns, que já dura quase três meses, reiteraram ontem que não vão ceder aos pedidos de resgate dos sequestradores do grupo muçulmano Abu Sayyaf.
Nossa posição é muito clara, já que somos obrigados pelos acordos internacionais a não pagar nenhum tipo de resgate, disse o chefe da diplomacia finlandesa Errki Tuomioja.
Tuomioja fez estas declarações no final de uma reunião com o presidente filipino, Joseph Estrada, um encontro ao qual assistiram também seus colegas francês, Hubert Vedrine, e o alemão, Joschka Fischer. A política de nosso país é não pagar nunca um resgate neste tipo de situação, disse Vedrine, ainda na presença do presidente.
Os rebeldes pediram até US$ 1 milhão por cada refém, além de fazer exigências de caráter político.
O presidente Joseph Estrada afirmou aos ministros que o governo filipino não vai ordenar uma intervenção militar para resgatar as 40 pessoas retidas pelo grupo islamita radical Abbu Sayyaf na ilha de Jolo, sul das Filipinas.
Entre os reféns figuram dez turistas capturados a 23 de abril. Dois franceses, três alemães, dois finlandeses, dois sul-africanos e uma libanesa.
Um jornalista alemão e três franceses da TV France 2 foram capturados recentemente pelos rebeldes filipinos, quando tentavam um contato com o grupo.


