Jerusalém Os principais ministros israelenses do Likud, o partido do primeiro-ministro Ariel Sharon, se pronunciaram ontem em defesa de um traçado da linha de segurança que entre profundamente na Cisjordânia, mas nenhuma decisão foi adotada por enquanto, segundo uma fonte do governo.
Pressionado por Washington, Sharon consultou os principais ministros do Likud sobre o polêmico muro de segurança que Israel ergue ao longo da Cisjordânia, com o objetivo de evitar a entrada de ativistas palestinos armados em território isralense. Apesar da oposição dos Estados Unidos à construção, que pode ser manifestada com uma redução da ajuda econômica concedida a Israel, os ministros afirmaram que são favoráveis a que sejam incluídas as colônias judaicas de Ariel e Kedumin, no interior da Cisjordânia, a 20 quilômetros da ''linha verde'' que separa o território ocupado de Israel.
Enquanto isto, o Exército de Israel continuou a derrubar casas em campos de refugiados palestinos. A medida é adotada como represália contra famílias de atacantes-suícidas.
Mudança A multimilionária Shari Arison, de 47 anos, a mulher mais rica de Israel, causou grande comoção no país ao anunciar esta semana que estava partindo com sua família para instalar-se nos Estados Unidos devido às ''perturbações'' que tem sofrido. Esta decisão foi tomada pouco depois de ser iniciada uma investigação por denúncias contra seu marido, Ofer Glazer, de assédio sexual a empregadas domésticas.

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