Genebra- O Conselho de Ministros da União Européia aprovou ontem uma nova política comum sobre imigração que endurece as regras para a entrada de estrangeiros no bloco e dá prioridade à mão-de-obra qualificada -de acordo com as necessidades econômicas de cada país.
Além disso, os ministros europeus deram luz verde para a criação de um visto especial de permanência para os trabalhadores de alto nível. O documento, chamado de ''cartão azul'', tem o objetivo de atrair mão-de-obra qualificada com vantagens legais e práticas a imigrantes capacitados de países de fora do bloco que atualmente preferem ir para os Estados Unidos, Canadá e outros destinos do mundo desenvolvido.
O pacto endurece a fiscalização das fronteiras do bloco, com a adoção do controle biométrico de passageiros e a checagem de digitais. O texto foi apoiado unanimemente pelos 27 ministros do Interior da UE e agora só precisa da aprovação dos chefes de governo, na cúpula dos próximos dias 15 e 16, em Bruxelas.
O Pacto Europeu para Imigração e Asilo tem mais força política do que legal, pois permite que cada país do bloco determine as condições de admissão de estrangeiros em seu território em função das necessidades do mercado de trabalho. Também pede que os países-membros não ofereçam anistias em massa a imigrantes ilegais, como fizeram nos últimos anos Espanha e Itália.
O acordo prevê que até janeiro de 2012 sejam implantados vistos com informação biométrica sobre os passageiros e que antes disso esteja funcionando um registro eletrônico de saídas e entradas na UE.
O governo britânico anunciou um novo documento de identificação que os estrangeiros de fora da União Européia que queiram residir, estudar ou trabalhar no Reino Unido deverão possuir. A medida, que segundo Londres será estendida a toda a população em alguns anos, sofreu críticas de partidos opositores e de defensores das liberdades civis.

mockup