Associated Press
De Moscou
O ministro da Defesa da Rússia, Igor Sergueyev, negou ontem que as baixas russas estejam aumentando rapidamente e acusou a imprensa de divulgar ‘‘mentiras conscientemente’’. A agência Interfax assinalara que 33 soldados morreram anteontem – a maior cifra num só dia desde o início da ofensiva na Chechênia, em setembro.
Também ontem, o chanceler russo, Igor Ivanov, criticou em tom ríspido o governo americano por ter recebido em Washington o ministro de Relações Exteriores checheno, Ilias Akhmadov. Ivanov disse que o ato respaldava os ‘‘terroristas e separatistas’’. A Casa Branca informou que ele foi recebido como cidadão, não como ministro.
Em Moscou, o Kremlin anunciou ter levantado as restrições ao ingresso de homens com idades entre 10 e 60 anos na república separatista, vindos da vizinha Ingushétia. Aparentemente, Moscou cedeu à pressão do governo ingushétio e de entidades internacionais, como as Nações Unidas e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), mas ainda não está claro se a triagem da população masculina – destinada a impedir a entrada de guerrilheiros – voltará a ser adotada nos próximos dias.
O alto comando militar impôs a restrição depois que os rebeldes deslancharam no fim de semana um contra-ataque a áreas controladas pelos russos.

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