Ministro israelense diz que declaração 'não é novidade'
France Presse
De Jerusalém
Israel se absteve ontem de qualquer crítica em relação às declarações do papa João Paulo II sobre os palestinos, em particular sobre o direito do povo palestino em ter uma pátria. O ministro israelense para a Segurança Interna, Shlomo Ben Ami, recebeu sem surpresas os comentários do papa em Belém.
Não há nada de novo em sua declaração. Em 1977 o presidente americano Jimmy Carter usou a expressão pátria para falar dos direitos dos palestinos, assegurou Ben Ami.
O que é bom para o presidente norte-americano também é bom para nós. Não vejo contradição alguma entre o que se afirma e o que negociamos no processo de paz, acrescentou. Nós já sabíamos que, fora seu aspecto religioso, a visita do papa teria também uma dimensão política, disse Ben Ami.
A missa celebrada pelo papa em Belém foi interrompida durante os dois minutos que durou o chamado para a oração muçulmana do meio-dia. Uma das mesquitas de Belém está situada em frente à basílica da Natividade, onde o Papa celebrava seu ofício.
Centenas de palestinos atiraram pedras na polícia palestina ontem logo após o término da visita de uma hora do papa João Paulo II ao campo Dheisheh. A polícia palestina usou cassetetes para afastar a multidão.
Segundo testemunhas, o confronto começou quando algumas pessoas começaram a atirar pedras na polícia. Pelo menos duas crianças ficaram feridas, incluindo uma atingida na cabeça por um cassetete. Também foram reportados policiais feridos.





